sábado, 18 de outubro de 2014

Risco.

um risco de torrentes
                    correntes
               e precipícios...

palavras,pontas & vícios
        (de cigarros)...

línguas suicidas
            lambidas
         nas feridas
   das lambigóias
cheias de lombrigas...

eu preciso só dos chuviscos!

palavra:precipício é uma
palavra suicida...

o risco está na ponta
da língua ou da faca...

eu não preciso de vícios!

eu preciso só dos chuviscos!

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Amenidades.

Amenidades.

André Francisco Gil.

03/10/14.

Amenidades são tantas que tornam-se dizeres favoráveis
veneno forte na deleitosa existência dos delitos
tanto tem descido que antes de tomar o antídoto deu um grito
com adocicadas diferenças comprou a verdade.

Nos dizeres existem o antídoto da verdade
tornam-se deleitosos antes de comprá-los
tanto faz se forte ou fraco com tanta diferença
ameniza o veneno ao descer uma gota adocicada de bebida licorosa.

Em outros esôfagos o todo dissemelhante
abaixo dos lábios sou a potencialização da mentira
guardado num convés ao invés de ser fraco e peçonhento
resíduos causam agonia contidos na impotência.

Mentiras dissemelhantes e fracas opiniões que impotencializam
toda a potencialidade peçonhenta contida no veneno da maldição
eu sou o outro a quem a agonia castiga e amedronta
abaixo do esôfago a causa não curada ao invés de guardá-la.

Tóxico alucinógeno e meio dolorido tornaram-se seus aliados
o desconforto da mentira e o soro da verdade para imunizar
sente mais danoso o temor inconstante de sua incredulidade
frescas e leves as mentiras tem enganado os otários e seus retalhos.

Torna-se imune ao retalho da inconstância
minha verdade tem temor e tem consciência
a mentira é um soro meio danoso e venenoso
dolorido desconforto não se sinta assim tão leve
a mentira é um tóxico que te deixa louco.



domingo, 18 de maio de 2014

[ vontade deseja ]

[ vontadeseja ]

André Francisco Gil.
18/05/14.

Andarilha vontadesejando passagens e sabedorias
olhares de leveza me consideram um rei
andarilho dos andrajos,trapos e sacos de sustos
vontade de andar pisando em palavras
sei considerar árvores e andarilhos
sei que sou o rei dos andrajos
essa vontade de olhar esse passado em pedaços
essa vontade de olhar esse passado em trapos
essa vontade de olhar esse passado em frangalhos
vontadeseja levezas e não espantalhos
palavrandarilha assustada e voa como andorinha

dentro da visão humana palavras amuadas
livro novo arrumado precedente de palavras novas
fazedor de aldeias espanta andarilhos
amanhecem andorinhas espantadas nas pedras
as palavras dos livros são fazedores de amanhãs
a aldeia arrumada de andorinhas,romãs e maçãs
o espanto é novo e é humano
a palavrandarilha dorme em sua visão
surge o pássaro que bica pedras
a sua força é sem precedentes...


sexta-feira, 2 de maio de 2014

[ O que preciso ]


[ o que preciso ]

André Francisco Gil.
02/05/14.

Arrancar-me
    rasgar-me
demasiadamente
     matar-me
sem se
 esforçar
sem sequer
 precisar
de tudo
de tanto
sem saber
   suicidar-me
no absurdo
no entanto
   portanto…

tanto esforço pra nada
sequer toquei-te
sequer arranquei-te
     (o hímen)
eu sei do que preciso
            não é preciso
me jogar na cara
     eu sei que preciso
viver sem pudor
 viver sem amor…

feliz tudo se encaixa
        tudo estala
        tudo
           se instala
se fôssemos o que precisamos
eu queria a sua pele
              tatuada
a arte não tem religião
                nem clero
  a arte extravasa
apenas sabemos do mesmo
 se não sabemos
a gente inventa
se amar vale a pena
por que a gente
         não tenta?…

se fôssemos felizes
apenas com o que
        temos
não precisaríamos pedir mais
você sabe que amar
é tudo o que eu preciso
                  te amar já me basta
te amando
                  não preciso
de mais nada…






pólen

[ pólen ]

André Francisco Gil.
02/05/14.

Leva sobre o meu apenas o que colheu.Marítimo,caiu o nunca em suas profundas.
Podas,regas,sobre a minha colheita.Esse voo verdadeiro.Esse sorriso incerto
num anoitecer enluarado.Hoje sou tua areia.Em mim conchas acústicas.Em
mim o mel que jorra quando minha ferida se abre.E firo-me inteiro.As visões
se abrem.Encobre o ser que nunca será assim.Assim se fez feliz e ousou.
Passarinhar tento nesta vida desenhada.E beijar seus lábios de maçã adocicada.
Mar,ser o mar pela sua imensidão.Feridos os meus botões eu voo.A menina na
florescência de minhas flores ajardinadas.Na rocha do passado meu colorido.
Sou colhido como flor.Fiz da vida um mundo cheio de amor.E a morena colheu
o pólen da vida e polinizou…

  

sentir

[ sentir ]

André Francisco Gil.
02/05/14.


Sentir é recordar o gosto leve das emoções
eu quero reviver sentimentos,curtir momentos
dentro da alegria guardar o que é bom e precioso
dentro da alma sentir e reviver
recordar todo sentimento de alegria
quero guardar no peito somente aquilo que eu gosto
boas lembranças e momentos de leveza
eu preciso de emoções raríssimas mas inesquecíveis…



domingo, 20 de abril de 2014

vem me aquecer

- vem me aquecer –

André Francisco Gil.
20/04/14.


Mais mansinho esse dia me envolve
você feito brasa me aquece do frio
e eu querendo esse gostinho de brisa
                                                       vinda de sua boca
vem me envolver
vem me
               aquecer
vem me
               acender
mais paz &
mais amor
Só uma mansuetude diária que me invade.
E a paz diária é feita para repouso.
O amor é brasa no coração.
O amor é brisa neste meu calor.
            A brisa
        que aviva
                         a brasa do amor.
O desamor trouxe frio ao meu coração.
E você gosta de repousar em mim
    e eu gosto de repousar
                                             em Ti.
Você é a paz que eu preciso.
Ao querer se
 envolver neste amor
você trouxe a brasa para
 aquecer.
Se seu coração gosta de paz
eu sou a brisa leve.
Você vem mais mansa
porque repousou em relvas frias.
Me envolvo com brisas mansas
pacificando o repouso em mim.