sábado, 8 de março de 2014


Humanordestinidade.

André Francisco Gil.
08/03/14.

Eternizada a arte estruturalmente pedida numa música solitária para o passageiro,forasteiro, lendo rios com dons de vaqueiro e aboiador.Acompanhando a dificuldade no bojo vazio da bondade,no espírito do violeiro das emoções reais,nas secas da reflexão.Dificuldades reveladas,necessárias,misturadas a surpreendente solidão dos homens sertanejos.Insuperável beleza revelada na açúcarada ternura impregnada na alma celestial,passante de solos áridos.Filosófica,lírica,poética a obra surpreendente aquando a infelicidade da vida.Relevo geográfico,primevo e íngreme da solidão onde o amor é tesouro garimpado e na dificuldade do poema a viola infeliz deixa seu recado.Dolorida canção de sofredor.Humano formado em dons proporciona aprendizado possível na fonte nordestina das surpresas e das alegorias.Humanordestinidade ingrata introduzida na falta do sensível,dorinhando desconsolos existenciais.Escrever no húmus do papel (solo-branco),na casa das preciosidades,uma prosa carinhosa,uma sensibilidade nordestina que se segue.Inestimável dureza num carinho que se doa no âmago da travessia das desgraças nordestinas.Sensibilidade amiga da sobrevivência,da pobreza bastante silenciada nas costelas ruminantes.Espiritualidade conciliada com folhas tocadas ao léu,ao vento,encontramos na volta dos estiletes das amarguras o corte,a morte.Problemático recolhimento da arte na afinação verdadeira do instrumento,presença nítida das meditações.Universalizando ingredientes acolhidos no deslize vocal em linguagem de novela sobre o profundo da vida.Uma vida áspera não muito erótica.Nordestina descrição dostoiévskiana da sensibilidade diária da tristeza e das péssimas (magérrimas) condições.A seiva transformadora caída no chão duro evaporando as expressões e tocada com talento trazidos a vida com sentimentos da uma batalhadora.