sábado, 8 de março de 2014

Jogo do momento.

André Francisco Gil.
05/03/14.

Despertar e tanger a alma.Dançar um tango em casa.Quanta bênção no desafio do homem.Se chega a escalar,planta esperança.Se chega a descer,colhe a glória.

Soledad não é uma praga,nem uma chaga.Poético é o seu beijo.Ela pede montanhas Deus lhe dá nuvens.Ela pede oceanos Deus lhe dá lágrimas (de tristeza e de alegria).

Perdido na escuridão um solitário.Tua boca oh Soledad é refresco.Tudo em ti é iluminado.Entre pedras fiz o que os outros não fizeram:calcei o caminho para você passar.Deitei meu corpo para me fazer chão só para você pisar.

Plantei pimentas.Acendi o candieiro.Acendi o fogo e fervi a água.É comum a um guerreiro viver com fragmentos espetaculares de aventuras em suas anotações.

Estrada dos conceitos.Tome minha loucura.Remova dessa visão o sofrimento.Remova desta seca o praguejamento.Removo deste solo a falta de chuva.

Caído nos vergalhões o poeta ferido.Poeta é corpo.Poesia é cura.Abraço não castiga o homem.A diferença é que todos sentem:amor.

Sempre vulgar a sutura,o pus,o rasgo,a perfuração.Jogo do momento.Apenas uma possibilidade.Recuar ou ir em frente.

Há na presença cotidiana a escuridão.Enquanto no chão incomum há flores incluídas com a molhadura.Se não floresce implore agora por gotas de chuva.